segunda-feira, 20 de julho de 2026

​O ABRAÇO DOS DEUSES

 

Foto: internet - Reprodução

​Um abraço, uma despedida, um recomeço!

O abraço de Lamine Yamal e Messi simboliza muitas coisas: um adeus, um afago, um conforto, mas também um obrigado.

​Messi é o jogador do século. Venceu tudo o que podia, venceu tudo o que devia, mas também deu show, espetáculos, verdadeiros atos de um legítimo gênio. No entanto, também sofreu, principalmente com sua gente, sua terra, sua camisa que não se pode tirar.

​Se a Argentina maltratou Messi, ele entendeu que antes da alegria vem o choro, antes da glória vem a luta e que primeiro vem a dor para depois vir o amor.

​E quando o amor chegou, ele transbordou, transcendeu o universo. Cada conquista reafirmava o amor de Messi pela albiceleste.

​Já Yamal é o futuro no presente. É a esperança do futebol lúdico, do drible, da improvisação. Gênios não seguem roteiros. Yamal rabisca as folhas do campo sem medo de errar, sem medo de repetir, sem medo de tentar.

​Yamal é o príncipe que sucede o rei Messi; o trono do bom futebol, da genialidade, do futebol indomável jamais fica vazio.

​Yamal não ganhou a Copa, mas a Copa ganhou Yamal. O futebol agradece aos desobedientes: eles salvam o jogo.

​Para muitos foi só um abraço, mas nós sabemos: foi uma transição.

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