O abraço de Lamine Yamal e Messi simboliza muitas coisas: um adeus, um afago, um conforto, mas também um obrigado.
Messi é o jogador do século. Venceu tudo o que podia, venceu tudo o que devia, mas também deu show, espetáculos, verdadeiros atos de um legítimo gênio. No entanto, também sofreu, principalmente com sua gente, sua terra, sua camisa que não se pode tirar.
Se a Argentina maltratou Messi, ele entendeu que antes da alegria vem o choro, antes da glória vem a luta e que primeiro vem a dor para depois vir o amor.
E quando o amor chegou, ele transbordou, transcendeu o universo. Cada conquista reafirmava o amor de Messi pela albiceleste.
Já Yamal é o futuro no presente. É a esperança do futebol lúdico, do drible, da improvisação. Gênios não seguem roteiros. Yamal rabisca as folhas do campo sem medo de errar, sem medo de repetir, sem medo de tentar.
Yamal é o príncipe que sucede o rei Messi; o trono do bom futebol, da genialidade, do futebol indomável jamais fica vazio.
Yamal não ganhou a Copa, mas a Copa ganhou Yamal. O futebol agradece aos desobedientes: eles salvam o jogo.
Para muitos foi só um abraço, mas nós sabemos: foi uma transição.
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