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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

VALEU, LUAN

Imagem da Internet

Antonio Silva
Luan sairá do Grêmio,
Mas o Grêmio nunca sairá do Luan. 
Vai carregar sempre a bênção da camisa 7,
A bênção da mística camisa que pesou para muitos,
 Mas que para ele sempre caiu como uma luva,
Como se fossem feitos um para o outro. 
A 7 de Renato vestiu Luan, e fez dele um grande jogador, frio, calmo, mas ao mesmo tempo ágil e inventivo, capaz de enganar qualquer defesa. 
O menino tímido que sofreu com as críticas, sempre deu a resposta no campo, com passes e jogadas espetaculares.
Luan dos gols em Grenais, das provocações, do bom e velho futebol,
 Luan dos golaços, dos dribles, das arrancadas,
 Luan o cérebro de um time de gênios,
Que calou estádios e fez pulsar como nunca a Arena. 
Luan conquistador de territórios, artista de vários palcos, seu show era pra todos.
 O craque é sempre símbolo de democracia. 
Luan das poucas palavras, seu diálogo preferido sempre foi com a bola,
Luan das diversas tatuagens, para esconder as marcas da vida.
Luan segue teu caminho, conquiste novos territórios,
Mostre ao mundo teu talento, tua genialidade,
Talhadas com a garra gaúcha. 
Luan, vibre, vença, domine.  
Seja gremista sempre, pois isso te dará forças para vencer qualquer desafio, isso te fará imortal. 
Conquiste a Europa, o mundo, seja um cidadão do universo. 
E quando quiser voltar já sabe o endereço,

E a camisa 7 vai estar a tua espera. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

SANT´ANA O VERDADEIRO IMORTAL

Foto: Diário do Centro do Mundo/ Divulgação

Sant'Ana era o mito antes da palavra mito ganhar esse significado. 
Sant'Ana era a irreverência em pessoa, autêntico, polêmico, humano. 
Sant'Ana era um homem de mil faces, advogado, inspetor de polícia, vereador, Gremista com G maiúsculo.
 Da crônica nossa de cada dia. 
Sant'Ana não era fanático, ele inventou o fanatismo. 
Enquanto todos vestiam a camisa da neutralidade,
Sant'Ana vestia duas camisas do Grêmio. 
Sant'Ana era diferente, criativo, original.
Estava sempre à frente do seu tempo. Sempre lançou tendência, seja na escrita ou na flauta inesquecível, quando se vestiu de baiana no Jornal do Almoço. 
Sant'Ana também era o homem dos comentários certeiros, ríspidos, duros. Parecia um dicionário ambulante, uma enciclopédia humana. ´
Sant'Ana gostava de inverter as lógicas, fazia-nos ler o jornal de trás pra frente,
Para Sant'Ana que tinha no cigarro o antídoto para o câncer e os derrames,
Sant'Ana era a alma de Porto Alegre, era as palavras da cidade,
Sant'Ana das palavras fortes, do carinho, da defesa incansável do Grêmio, jamais alguém defendeu ou defenderá um clube assim. 
Sant'Ana merecia uma estátua na Arena, um espaço no museu, uma galeria com seu nome. 
Sant'Ana não morreu, afinal ele é imortal, imortal nas palavras nas páginas da Zero Hora, nos comentários da Rádio Gaúcha, nas flautas e nas indignações com o Grêmio. 
Sant'Ana é um imortal por ser diferente, vibrante, por ter amado acima de tudo, Sant'Ana era o diferente e os diferentes nunca morrem. 
Quis o destino que Sant'Ana falecesse na noite de uma vitória do Grêmio, uma vitória com a irreverência do Grêmio de Renato que também é o Grêmio de Sant'Ana. 

Parte para o céu de camisa do Grêmio e cigarro na mão. Duas coisas jamais se apagaram seu amor pelo Grêmio e seu cigarro.